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TCU cria indicador para avaliar maturidade de projetos e reduzir falhas em obras públicas

20/05/2026

TCU cria indicador para avaliar maturidade de projetos e reduzir falhas em obras públicas

O Tribunal de Contas da União (TCU) criou um indicador para avaliar o grau de maturidade de empreendimentos de infraestrutura. A ferramenta, chamada iPMP (Indicador de Percepção de Maturidade de Projetos), oferece uma metodologia padronizada para identificar falhas, riscos e fragilidades ainda na fase de planejamento.

O modelo considera 46 critérios distribuídos em cinco áreas: estratégica, econômica, comercial, financeira e gerencial. A proposta é permitir diagnósticos preventivos e melhorar a qualidade dos projetos antes da execução das obras. As informações são da Agência Infra.

Inicialmente pensado para uso interno do TCU, o indicador também deverá servir a gestores públicos e ao mercado, funcionando como instrumento de planejamento, avaliação e apoio à obtenção de financiamentos. A expectativa é que o iPMP se torne uma espécie de selo de qualidade para projetos públicos e parcerias com a iniciativa privada.
Desenvolvido ao longo de quatro anos pela Secretaria de Controle Externo de Infraestrutura (SecexInfra), o sistema surgiu após o tribunal identificar problemas recorrentes em auditorias, como falhas de projeto, deficiência no planejamento, atrasos e diferenças entre o previsto e o executado.

Segundo a secretária da SecexInfra, Keyla Boaventura, o objetivo é estimular boas práticas na administração pública e aumentar a credibilidade dos empreendimentos. O TCU também estuda divulgar rankings e critérios objetivos de maturidade para dar mais transparência às análises.

Inspirado no modelo internacional Five Case Model, o iPMP foi adaptado à realidade brasileira, incluindo regras da Nova Lei de Licitações e características específicas das obras públicas. O indicador gera notas de 0 a 1: quanto mais próximo de 1, maior o nível de maturidade do projeto.

Na prática, a ferramenta avalia aspectos como planejamento, viabilidade econômica, gestão e estrutura financeira. A intenção é detectar problemas ainda no início, evitando desperdícios, atrasos e retrabalho durante a execução.
Para ampliar o uso do indicador, o TCU lançou um guia de aplicação voltado tanto para auditores quanto para gestores públicos. O material orienta desde análises técnicas e auditorias até revisões internas de governança e prestação de contas.

O documento também prevê atualizações constantes e futuras melhorias, incluindo estudos sobre o uso de inteligência artificial nas avaliações. O iPMP integra um conjunto de iniciativas ligadas ao Fiscobras, programa do TCU voltado à fiscalização de obras públicas federais.

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